Chorume contamina 200 vezes mais que esgoto


O líquido da decomposição do lixo orgânico é rigorosamente tratado em aterros da MFM Soluções Ambientais e vira água que pode ser usada para irrigação

Um dos maiores vilões da conservação do solo e das águas subterrâneas (lençol freático) no mundo é o chorume, que é o líquido da decomposição do lixo orgânico. A substância fétida e infectante tem cor escura e sua maior produção, claro, pode ser vista em lixões a céu aberto ou aterros sanitários. No caso lixões, o chorume é ‘mortal’ para o meio ambiente, já em aterros sanitários, que possuem a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), o líquido é devidamente tratado e devolvido como água para a natureza.

O chorume pode ser produzido ainda em lixeiras domésticas e urbanas, como lembra o gerente do Aterro Sanitário Regional de Ji-Paraná, Valdiney Lima, que é gestor ambiental: “O lixo orgânico depositado em saquinhos plásticos também produz chorume”. Ou seja, o risco de contaminação é grande já que as lixeiras em geral ficam próximas a cozinhas.

Valdiney destaca que o chorume tem poder de contaminação 200 vezes maior do que o esgoto sanitário, que tem composição somente orgânica. “O chorume, além do lixo orgânico, apresenta itens tóxicos, metais pesados e até mesmo radiação”, revela.

A boa notícia é que onde Valdiney trabalha o chorume é rigorosamente tratado, com procedimentos físicos e químicos. Os aterros sanitários regionais em Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná, obras da MFM Soluções Ambientais, empregam tecnologias de ponta para tratar o líquido, com lagoas e a ETE.

O processo é tão rigoroso que, ao final, o chorume literalmente vira água, como explica Valdiney: “Que pode ser usada na irrigação”. O nível de pureza dessa água fica acima do que recomenda o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Por isso, a MFM já é considerada uma empresa produtora de água a partir do chorume. A capacidade atual é de 1,5 milhão de litros por dia, somando as operações em Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná.

Cerca de 60% do lixo depositado é orgânico

O gerente Valdiney afirma que 60% de todo o lixo urbano recebido no aterro é orgânico, matéria que produz uma quantia significativa de chorume, num primeiro momento. O Aterro Sanitário Regional de Cacoal, por exemplo, produz cerca de 250 mil litros, dia, de líquido tratado a partir do chorume. Valdiney explica que essa quantidade de líquido tratado varia segundo o clima (chuvas) e recebimento de resíduos sólidos urbanos: “Quanto mais lixo nas células de disposição final, mais possibilidade de aumentar a produção de líquido tratado”.

Assessoria


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