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Deputado Cirone alerta sobre grave risco relacionado às unidades de conservação

  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

AUDIÊNCIA PÚBLICA


Debate sobre o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Rondônia, realizado na Assembleia Legislativa, acende alerta sobre risco para produtores rurais e até municípios que “podem vir a sucumbir”

A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia realizou, nesta quinta-feira (18), uma audiência pública para debater o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Rondônia – ZSEE. O deputado estadual Cirone Deiró, pré-candidato a vice-governador pela Federação União Progressistas, expressou grande preocupação com o que classificou como uma “grave ameaça a diversos municípios, que poderão sucumbir”.

De acordo com Cirone, em muitas regiões do estado “as pessoas estão desanimadas, desamparadas, inseguras, sem saber como produzir”, disse. “Elas estão muito preocupadas com a ameaça que poderão sofrer numa possível intervenção da Polícia Militar, dos órgãos ambientais, da Sedam, do IBAMA, do ICMBio, retirando essas pessoas de dentro de casa e fazendo com que elas não possam mais produzir em Rondônia”.

O deputado lembrou que “a CPI realizada com esse objetivo, por mais de dois anos e meio, já mostrou as irregularidades. A CPI constatou que essas reservas foram criadas irregularmente”, afirmou. “Agora precisamos dessa união de esforços, de todos os poderes, juntamente com a nossa sociedade produtiva, com a agricultura familiar, com o pequeno produtor, o médio, o grande produtor, para buscar uma solução”.

A audiência foi conduzida pelo presidente da ALE-RO, deputado Alex Redano, e além dos deputados estaduais, teve a participação de prefeitos, vereadores e lideranças de produtores rurais, além de políticos e especialistas como o ex-ministro Aldo Rebelo, o ex-governador Daniel Pereira e membros da bancada federal de Rondônia, em um plenário completamente lotado por dezenas de convidados.

INSEGURANÇA JURÍDICA

“De acordo com o zoneamento feito em 2000, diversas áreas eram consideradas improdutivas no estado de Rondônia”, afirmou Cirone. Mas hoje, com o avanço da tecnologia, com novos equipamentos e os investimentos em inovação, nós temos áreas consideradas altamente produtivas, mas as pessoas não têm segurança jurídica para produzir nessas áreas, não podem fazer um fomento, porque o zoneamento considera que estão cultivando em áreas ilegais”.

Para Cirone, foram praticadas “diversas injustiças nessas reservas, como é o caso da Soldado da Borracha, como o Mirizal e diversas outras onde toda essa injustiça pode ser revertida”, disse. “Nós tivemos em Rondônia a melhor colonização do país, mas hoje, em muitas regiões aqui no nosso estado, as pessoas estão desanimadas, desamparadas, inseguras, sem saber se hoje ou amanhã não vão enfrentar uma intervenção da Polícia Militar, dos órgãos da Sedam, do IBAMA, do ICMBio, tirando essas pessoas de dentro de casa e fazendo com que elas não possam mais produzir em Rondônia”.

O deputado afirmou também que “agora temos mais uma fonte de insegurança, que são essas áreas de interesse da União”, alertou. “Se realmente o governo federal determinar, através de decreto, essas áreas que ele localizou como áreas de interesse, vários municípios aqui do estado vão sucumbir”, denunciou Cirone. “Não podemos deixar as coisas acontecerem em Rondônia para só depois começar a fazer audiências e querer buscar uma solução”.

COMPROMISSO

O deputado cobrou uma atitude mais contundente das principais autoridades do estado. “Não adianta nós fazermos aqui discursos eloquentes, não adianta querermos aqui impressionar neste momento de debate político, se nós não tivermos entregas verdadeiras para essas pessoas. Precisamos ter compromisso real com quem faz Rondônia crescer e se desenvolver”.

Segundo Cirone, as pessoas “precisam ter a confiança que nós teremos um estado capaz de enfrentar os novos desafios. Somos um estado jovem, com 44 anos de existência, onde as pessoas foram estimuladas a vir nas décadas de setenta, oitenta e noventa como o novo “Eldorado Brasileiro”.

“Muitas dessas pessoas deixaram aqui nessa terra seu suor e seu sangue e hoje estão vivendo com toda essa insegurança, sem saber o que fazer, sem saber como produzir e como fazer o estado desenvolver. Por isso, nós precisamos aqui ter uma união de esforços”, conclamou. “Nós somos a nova fronteira agrícola do país, mas sem uma definição sobre o futuro dessas áreas que estão sendo cultivadas, é impossível prever o que reserva o futuro para o estado de Rondônia”.

ASSESSORIA

 
 
 

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