Produtor de Ministro Andreazza, RO, investe na avicultura e exporta frangos para outros estados


A região da Zona da Mata é a maior produtora de carne de frango do estado de Rondônia. O produto é enviado para o Acre, Amazonas e Roraima.O sucesso do ramo incentiva o produtor rural Fábio Favoretti Fornazier, que mora em Ministro Andreazza (RO) e há três anos resolveu investir na avicultura.

“Temos que buscar conhecimento para melhorar o manejo, desempenho do frango, tanto na questão saudável, tanto na questão de peso, conversão alimentar. Isso também influencia no financeiro do produtor”, conta Fábio.

A ração e os pintinhos são fornecidos pelo frigorífico responsável pelo abate das aves, que fica em Espigão do Oeste (RO). Cabe ao produtor entrar com a mão de obra, sempre cuidando da alimentação, temperatura e umidade do ambiente para que as aves se desenvolvam bem e não adoeçam. Segundo Fábio, os cuidados são diários.

“Tem que ter todo um manejo para o desenvolvimento deles. Geralmente um pintinho mais novo, precisa de calor dentro do aviário, onde é feito o aquecimento do primeiro ao oitavo dia, sendo observado por meio de um painel de controle. Com o tempo, como o aviário vai encher de frango, vai exigir uma temperatura mais confortável, mais fresca. Aí vamos trabalhar com a ventilação máxima do aviário, o que vai acontecer de 25 dias em diante”, explica.

O aviário do Fábio, está terminando a fase de crescimento, já passou mais da metade do ciclo do frango para o abate, que é em torno de 42 dias. Nessa fase eles consomem por dia mais de 9 mil quilos de ração. No final do ciclo eles pesarão mais de dois quilos e meio, que é peso ideal do frango para comercialização na região.

Segundo o médico veterinário da Secretaria de Agricultura de Rondônia (Seagri) Paulo Arruda, todo o produto de origem animal precisa ser registrado e inspecionado antes do abate para ser consumido.

“O produto precisa estar registrado, passar pelo crivo do médico veterinário que faz a inspeção desse produto in loco, faz a inspeção no animal vivo, chamada de inspeção anti-morte, inspeção no animal abatido, na carcaça, nas vísceras, para que a população consuma um alimento com segurança, que não tenha risco de saúde pública, ou de transmitir enfermidades”, esclarece o médico.

Ao todo, 100 granjas divididas entre os municípios de Cacoal (RO), Espigão D’Oeste (RO), Rolim de Moura (RO), Pimenta Bueno (RO) e Ministro Andreazza (RO) abastecem o frigorífico onde acontece o abatimento. A região é considerada a maior produtora de carne de frango do estado. O produto é enviado para o Acre, Amazonas e Roraima.

Mas no ranking nacional, Rondônia tem uma produção tímida. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no ano passado o país produziu mais de 13 milhões de toneladas de carne de frango e o estado representa apenas 0,27% desse número, o que corresponde a 35 mil toneladas por ano produzidas em Rondônia. Ainda assim, para o Fábio trabalhar com avicultura tem sido lucrativo.

“Todo o investimento que temos, todo o gasto, vai sobrar em média de 30% a 40% livre da renda bruta. Vai fazer três anos que trabalho com esse negócio e estou satisfeito. Meu objetivo é no futuro investir mais nessa área”, afirma Fábio.

G1/RO


EDIÇÃO DE HOJE Nº 118

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