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Balneários afetados pela pandemia querem atenção das autoridades

O segmento vem sentido os efeitos econômicos e alertam para prejuízos irreparáveis


Os segmentos turístico e de lazer estão drasticamente afetados pela pandemia do novo coronavirus. Em Porto Velho e Candeias do Jamari, onde existem vários balneários, os empresários reclamam do fechamento dos negócios e da falta de decisões políticas em favor do setor. Os empreendimentos foram fechados por determinação do Decreto de Calamidade pública e ainda não há previsão de liberar o funcionamento. Os lugares paradisíacos estão no isolamento. Não há recursos para manter o custo operacional por muito tempo.

Os empresários propõem cumprir normas de segurança epidemiológicas para garantir o controle de visitantes, mas faltam regras definidas pelas autoridades de saúde. Eles compreendem a necessidade de impor limites, porém, o fechamento completo vem prejudicando e pode comprometer os negócios. Além dos banhos, os balneários têm como renda o funcionamento de restaurantes.


A empresária Selma Pereira da Silva, do Balneário do 21, o mais antigo em funcionamento, reclama da crise e diz que “está difícil sobreviver e manter o negócio”. Por ser às margens de rodovia, o restaurante está funcionando. “Com o balneário fechado, o movimento é baixo e a renda mal paga empregados e energia”, lamentou.

Quem também lamentou a crise do setor foi o empresário Vagner Alves de Melo, do Balneário Rio Preto, em Candeias do Jamari. “Estamos fechados e sem apoio. Estou muito preocupado com isso, porque nossa fonte de renda é essa e não temos nenhuma outra renda”, afirmou. Dono de um dos balneários mais conhecidos na região, Vagner diz que chegou ao limite e não suporta mais a crise.

Inaldo Pereira de Lima tem balneário no rio das Garças e lamenta que a crise já consumiu toda a reserva econômica do empreendimento. “As minhas contas estão atrasadas e os estoques perecíveis se perderam. Os prejuízos são enormes e perdi muitos produtos”, lamentou.

O empresário Marquinhos, do balneário Cachoeirinha, disse que o local foi muito afetado e os administradores e trabalhadores não tem outra fonte de renda. Para ele, o negócio contribui com a economia local e o poder público precisa encontrar formas seguras para o funcionamento para não complicar ainda mais para as famílias que dependem dos empreendimentos turísticos.

Os poderes

Através da assessoria, a prefeitura da capital informou que o segmento oferece risco de contágio e não há possibilidade de abertura porque falta protocolo epidemiológico seguro para este tipo de estabelecimento.

A assessoria do governo estadual não respondeu se existe alguma norma específica para o setor e se o governo estadual terá alguma política específica para o resgate econômico do setor turístico.

Por Redação DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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