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Tambaqui é apresentado em evento internacional


O tambaqui, o principal peixe de cultivo de Rondônia, foi uma das atrações do International Fish Congress, nesta quarta-feira. O peixe amazônico foi apresentado pelo presidente da Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia Francisco Hidalgo Farina, no evento que é realizado em Foz do Iguaçu/PR.

Farina discursou para uma plateia composta por autoridades, investidores e produtores de peixes. Ele destacou o sabor e o potencial de crescimento do cultivo do Tambaqui, que está cada vez mais presente na mesa dos brasileiros, devido a expansão do seu consumo.

- O Tambaqui é um peixe de sabor singular, textura incomparável e de fácil preparo, o que tem possibilitado que cada vez mais pessoas experimentem e incluam em sua rotina alimentar essa proteína saudável – explica.

O presidente da ACRIPAR também destacou o viés de sustentabilidade da criação do Tambaqui, que é produzido em fazendas e sítios nos tanques de cultivo, sem a necessidade de retirá-lo da natureza.

- Além de não destruir a natureza, os piscicultores de Rondônia tem a preocupação com a recuperação de nascentes e a conservação dos rios, que proporcionam o abastecimento de água dos tanques onde são produzidos o tambaqui.

O International Fish Congress teve início na terça-feira, 17 e segue até esta quinta-feira, 19.

TAMBAQUI DE RONDÔNIA Rondônia é o estado com a maior produção nacional de peixes nativos e o terceiro do país, quando consideradas todas as espécies, contudo o diferencial do Estado está na capacidade de expansão e o aproveitamento da produtividade nos mais de mais de 15.800/ha.

Com base nesses dados, o Governo de Rondônia faz uma projeção de produção de 95.534,37 toneladas ao ano. O Estado possui 4.308 empreendimentos cadastrados e licenciados exclusivamente para comercialização e produção.

VEJA TAMBÉM: Líder na produção de pescados, Paraná sedia evento sobre o setor

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta terça-feira (18) da abertura do International Fish Congress, que acontece em Foz do Iguaçu, no Oeste. O evento reúne toda a cadeia produtiva de pescados e conta com participantes de 12 países, como o Chile, Bolívia, Paraguai, Equador, Argentina e Uganda. O Paraná lidera a cadeia nacional de pescados de cultivo desde 2016, alcançando a marca de 129.900 toneladas/ano em 2018. O Estado é responsável por 29,3% da produção total do País, seguido por São Paulo e Santa Catarina. “Eventos como este são importantes porque nos dá a oportunidade de aprender com o que está sendo feito em outras localidades para também ser introduzido aqui e mostra ao mundo que temos uma escala boa na produção de peixes de qualidade”, afirmou. O Brasil possui potencial ainda inexplorado na produção de pescados, com condições de se tornar um grande produtor do mercado mundial. De acordo com o governador, o Paraná pode avançar no setor. “O Paraná é um grande produtor de alimentos, mas nosso desafio agora é industrializar a produção do campo, criar uma grande indústria de transformação de alimentos para fazer o peixe virar filé e abastecer o mundo com nossa produção”, disse. CRESCIMENTO – A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento projeta crescimento de 20% na atividade neste ano, com a expectativa de chegar a 170 mil toneladas. As espécies de cativeiro mais comuns no Paraná são a carpa, jundiá, pacu, lambari e, sobretudo, tilápia, que representa cerca de 80% do volume. A piscicultura de água-doce é concentrada principalmente na região Oeste, que responde por 69% da produção. A produção paranaense não é exportada. O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, reforçou a importância da realização do encontro internacional no Paraná. “Importante evento para o avanço dessa atividade que gera milhares de oportunidades”, afirmou. Segundo ele, o Paraná responde por 32% da produção de tilápias do Brasil, com mais de 125.000 toneladas por ano. “A relevância desta cultura permite novos investimentos na cadeia produtiva do peixe. Novos frigoríficos devem começar a operar em breve no Paraná”, destaca Ortigara. O crescimento no setor se deve ao aumento na produtividade. Em algumas propriedades, passou de 4-6 toneladas por hectare para 15-20 toneladas/ha, com picos de até 35-50 toneladas por ciclo. Isso se deve ao incremento em tecnologia de produção, com aeração mecânica, alimentadores automáticos, biorremediadores e melhoria da genética e das rações. CONSUMO – Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) indicam que os brasileiros consomem menos peixe por ano do que a média mundial. São, em média, 10 kg por habitante/ano no País, contra 20 kg por habitante/ano no mundo. O consumo pelos brasileiros fica bem abaixo que o de carne bovina (40 kg), frango (42 kg) e suína (15 kg). O mercado global da pesca movimenta cerca de US$ 160 bilhões por ano. O Brasil participa com menos de 2%. A produção de peixes cultivados no País atingiu 722.560 toneladas em 2018, com receita de cerca de R$ 5,6 bilhões. TILÁPIA – A tendência mundial é que dentro de dois anos haja uma inversão e que a produção dos peixes de cultivo supere a de animais de captura. Nesse cenário, a tilápia ganhará ainda mais destaque. No ano passado, foram produzidos cerca de 6 milhões de toneladas de tilápia mundialmente. O Brasil contribuiu com 400 mil toneladas, sendo que 123 mil toneladas foram produzidas no Paraná.

Por Assessoria e Agência de Notícia do PR


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