Estudos de impacto ambiental travam recuperação na BR-319


A conclusão dos estudos de impacto ambiental inviabiliza as obras na rodovia federal.

A demora na conclusão dos estudos de impacto ambiental tem atrasado a obra de recuperação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. Ontem, na audiência pública realizada na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), requerente da reunião, disse que já foram gastos mais de R$ 100 milhões em estudos ambientais para viabilizar a repavimentação da rodovia. “Esse valor é quase um terço dos US$ 150 milhões gastos na construção de toda a rodovia na década de 70, somente para estudos ambientais. Não podemos deixar essa região isolada nem podemos ficar gastando dinheiro sem um resultado efetivo para a população, que necessita dessa obra”, disse Acir Gurgacz.

A BR-319 tem 877,4 km de extensão e é a única ligação rodoviária entre Manaus e Porto Velho, e o restante do país. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também requereu a audiência, o recapeamento da BR-319 é de extrema importância, porque o Amazonas não produz a maior parte dos alimentos que consome. “Tudo, basicamente, que nós consumimos lá vem desses dois outros estados: Rondônia e Roraima. Em Roraima há uma BR asfaltada que liga o estado à Região Norte e a outros países. Essa BR passa por terras indígenas. E não temos ainda a recuperação da BR-319, que não passa por reserva indígena”, afirmou.

De acordo com o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Charles Beniz, a execução das obras de pavimentação, manutenção e restauração da rodovia se divide em dois segmentos: licenciado e não licenciado. “O segmento não licenciado, conhecido como ‘trecho do meio’, tem 405,7 km de extensão, que vai do km 250 ao km 655,7. Para a execução das obras, o Ibama exigiu a elaboração do estudo e do relatório de impacto ambiental”, afirmou. Segundo Charles, o Ibama autorizou a execução da obra apenas do segmento licenciado, que compreende do Km 0 ao 177,80, do Km 655,7 ao 877,7 e do Km 177,8 ao 250.

A diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Larissa Carolina Amorim, informou que, em 2008, o órgão devolveu o estudo de impacto ambiental por considerá-lo insuficiente para a análise. Desde então, nenhum outro estudo foi apresentado. “Na década de 1970, o trecho que vai do quilômetro 250 ao 665,7 foi construído sem autorização. Em 2007, foi firmado um Termo de Acordo e Compromisso entre Ibama e Dnit na Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União, em que as obras só podem ser realizadas após atestada a viabilidade ambiental”, explicou.

O presidente substituto da Fundação Nacional do Índio (Funai), Rodrigo Paranhos Faleiro, disse que a apresentação do estudo ambiental sobre os povos indígenas estava previsto para julho, porém, com a publicação da portaria que limita a concessão de diárias e passagens em 2017, as viagens para o estudo em terras indígenas ficaram comprometidas.


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