O analfabetismo ainda é uma realidade entre nós


Erradicar o analfabetismo é importante para o país e também para o desenvolvimento humano.

Uma questão que tem sido um gargalo no Brasil e que contribui para o atraso do país é o analfabetismo. Não é de hoje que tenta-se erradicar esse mal. Programas como o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), o Projeto Minerva e, até mesmo novela, como a João da Silva, exibida na década de 1970, enveredaram por esse caminho sem muito sucesso.

Erradicar o analfabetismo é importante para o país e também para o desenvolvimento humano. Infelizmente, os avanços que vinham sendo alcançados entre as décadas de 1940 e 1950, caíram por terra com a chegada ao poder dos militares, com o golpe de 1964. Um dos mais afetados foi o projeto desenvolvido por Paulo Freire, que utilizava a própria realidade do aluno para alfabetizá-lo, fosse jovem, adulto ou idoso.

De lá pra cá várias reformas no sistema educacional brasileiro foram implantadas, mas sem atacar o problema de frente, criando paliativos para passar a impressão de que alguma coisa mudou no País, mas que na prática, a situação continua a mesma, apesar dos discursos dos políticos e governantes.

Em dados divulgados na última sexta-feira, 18, com base nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua (Pnad Contínua), referente aos anos de 2016 e 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra um leve recuo no analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais de idade. Caiu de 7,2 para 7%, equivalente a menos 300 mil pessoas. É muito pouco e apesar dessa queda, o País tinha no ano passado, um contigente de 11,5 milhões de analfabetos. Ou seja, mais de 11 milhões de brasileiros, em pleno século 21, era da tecnologia, era da informática, ainda não sabem ler nem escrever.

O relatório do Todos pela Educação, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) também revela números preocupantes. O estudo aponta que dos 36 milhões de adultos analfabetos na América Latina, 38,5% são brasileiros. São cerca de 14 milhões de pessoas num país que abriga 34,2% da população latino-americana.

Esses números todos mostram que a prioridade da educação tem que deixar de ser apenas uma retórica de governos e políticos para ser efetivada na prática. Do contrário, nenhuma política pública conseguirá erradicar esse mal que perdura no Brasil desde a época da formação do país com a chegada dos portugueses.

Por Joel EliasDIÁRIO DA AMAZÔNIA


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