Em Cacoal, buraco em ponte causa acidente


A população, para evitar mais acidentes, teve a iniciativa de consertar a ponte.

A falta de infraestrutura nas vias de Cacoal é o principal problema enfrentado pelos moradores de Cacoal, que atribuem a culpa a má gestão da administração pública. Os buracos existentes na via são agravados com as constantes chuvas. No dia 23 de novembro uma mulher postou na rede social um desabafo, pois havia batido com a motoneta em cima de um buraco na ponte, fazendo com que caísse dentro do rio. O buraco que fica em uma estrada sem pavimentação foi tapado pela própria população.

No desabafo feito pela usuária da rede social, a mulher agradece a má gestão da administração pública e falta de compromisso com o povo. “Obrigada prefeita, vereadores e demais funcionários do município, graças às más condições da ponte do rio Salgadinho sofri um grave acidente”, ironizou a moradora de Cacoal. A mulher diz por meio de um post, não ter visto o imenso buraco na cabeceira da ponte, pois o local não estava sinalizado, e, após bater de motoneta dentro do buraco, acabou caindo dentro da água suja, saindo apenas após conseguir ajuda.

“Por não saber e nem ter visto o imenso buraco que tem na cabeceira da ponte caí dentro daquela água imunda”, relata. Com a queda, além dos ferimentos físicos, a mulher também sofreu perdas materiais, como óculos de grau, chinelo. “Consegui sair do rio porque dois homens que passavam na hora me socorreram. A moto quase caiu no rio também. Muito obrigada pelo prejuízo com remédios, o conserto da moto, meu celular, documentos, óculos e o capacete”, lamentou. No final do post a mulher diz que podia tá de cadeira de rodas ou morta por um motivo muito simples: “ninguém pôs um aviso lá, não tinha uma indicação de nada lá”, reclamou.

A equipe do Diário da Amazônia foi até o local, e constatou que o buraco foi tapado pelo trabalho da população. A equipe entrou em contato com o secretário de Obras Valdeir de Andrade, o Bené, para saber se existe um cronograma de recuperação de pontes, porém não foi atendida.

Por Magda OliveiraDIÁRIO DA AMAZÔNIA


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