"PROFISSÃO PERIGO” NO ESTADO DE RONDÔNIA CATADORES DE LIXO ENFRENTAM RISCOS À SAÚDE NOS LIXÕES


O tema em destaque acima, para muitos, lembra até titulo de minisséries famosas, mas no Brasil o que poderia ser apenas ficção, trata-se de uma grande e triste realidade. Em ambientes como os chamados “lixões municipais” uma grande parcela de trabalhadores autônomos ou mesmos gente que enfrenta a crise do desemprego que assola o pais, passam grande parte do dia trabalhando em locais inapropriados e perigosos como os lixões. Nesses locais eles fazem a coleta seletiva de materiais recicláveis como garrafas pets, sacolas plásticas, papel e metais, que posteriormente são revendidos às empresas recicladoras. Mas o que para eles o trabalho dentro dos lixões nada mais é do que uma forma de trazer o sustento às famílias, para as autoridades em saúde a atividade é perigosa e pode trazer sérias consequências para a saúde de todos. O lixo acumulado de forma irregular acaba gerando uma série de riscos não somente para o meio ambiente mas de modo particular para o ser humano. É que durante a permanência diária nos lixões os trabalhadores ficam constantemente expostos a diversos tipos de doenças, entre elas a “Leptospirose “ doença muito comum no Brasil e principalmente na região amazônica, onde o clima (equatorial quente e húmido ) favorece e muito o aparecimento de roedores. Em ambientes como nos lixões os ratos, e outros mamíferos silvestres chegam em busca de alimentos e costumam se reproduzir nos lixões, e na grande maioria das vezes adotam esses locais como morada. É durante o contato com urina contaminada do rato que pode ocorrer a transmissão da leptospirose, doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a “Leptospira interrogans”, uma zoonose (doença de animais), e em seres humanos ocorre em pessoas de todas as idades. A bactéria penetra através da pele e de mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados, e a doença ainda é de transmissão rápida em razão desses trabalhadores não utilizarem os EPIS “equipamentos de proteção individuais”, o que acaba potencializando os danos. Em Rondônia, de acordo com pesquisa divulgada recentemente, em cidades como Ji- Paraná, Pimenta Bueno e a capital Porto Velho ainda existem um número expressivo de pessoas trabalhando na clandestinidade em áreas de lixões. É preciso que as autoridades ambientais e os gestores municipais, reconheçam esta gravidade e estejam atentos ao que determina a legislação ambiental, tomem consciência e acabem por definitivo com os lixões em suas cidades oferecendo aterros sanitários para o acondicionamento correto dos resíduos sólidos e ainda proporcionando atividades de coleta seletiva de forma mais digna, segura e em conformidade com a legislação vigente.

“É preciso dizer não aos lixões a céu aberto para não chorar depois”

Fonte:Aroldo Tavares


c2c9063e-ef01-4b45-89ef-a4f835f274c0.jpg
934b0fec-b165-406b-bf07-01ae73250ec7.jpg
24174133_1944909432494834_4108635420390726574_n.jpg
2022 dom.jpg
                                                     Notícia Em Destaque                                                     

Something Isn’t Working…

Refresh the page to try again.Error: 005c00270058402e80f600210027000d
be27f0c5-4fa9-41c5-98a8-9ac5c645f951.jpg
6f169828-38ea-4338-96df-ed2842a566e5.jpg
e7fecd30-2a15-4427-b13c-ff7239795fb9.jpg
EUCATUR.jpg
a0b9d943-d73d-4b47-880b-58c1c18c75f1.jpg
6e52628e-9cfa-4231-88ed-162c493c3769.jpg
d2ea8d0f-0c5c-4bf3-860d-af688e0bcf0d.jpg
anuncio TERRAFORTE.jpg
a05d55d4-665c-4af4-b7f1-6e740d661e27.jpg
5bb1e9a9-b366-4571-9ff5-9b2272c77dc5.jpg