EDIÇÃO DE HOJE Nº 118

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Governo pode rever liberação da importação de café


Diante da mobilização política das bancadas federais e de representantes dos produtores de café dos estados de Rondônia, Espírito Santo e Minas Gerais, o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, disse que irá interceder junto ao presidente Michel Temer para derrubar a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que libera a importação de café conilon. “Existe uma sensibilidade dentro do governo para ouvir todos os lados, os agricultores, os representantes dos Estados e a indústria, para que possamos avaliar melhor a decisão tomada pela Camex no sentido de que haja uma mudança nessa decisão”, disse o ministro Marcos Pereira. O comitê executivo da Camex aprovou na quarta-feira (15/02), a redução de 10% para 2% do imposto de importação para a variedade conilon, utilizada na fabricação de café solúvel. A mudança inédita tem como objetivo atender à demanda dos fabricantes de café solúvel, de acordo com o Ministério da Agricultura, que solicitou a redução do tributo à Camex. Os parlamentares de Rondônia, do Espírito Santo e de Minas Gerais, que participaram da reunião com o ministro e com a secretária executiva da Camex, Tatiana Rosito, fizeram coro pela revisão da decisão do governo. “Espero que o conjunto de ministros que participam dessa decisão junto com o presidente Michel Temer possam rever essa decisão, pois não há necessidade de importação e não podemos prejudicar nossa economia interna nesse momento em que começamos uma retomada do crescimento”, disse o senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) reforçou que a medida tem que ser revista. “Foi uma decisão precipitada do Ministério da Agricultura e da Camex, que acarretará num impacto negativo muito grande em nossa economia e, por isso, precisa ser revista”, frisou Gurgacz. O deputado federal Evair Vieira (PV-ES) disse que o Ministério da Agricultura descumpriu acordos feitos com a Frente Parlamentar do Café e com os produtores de café do Espírito Santo e de Rondônia, de que se houvesse estoque não abriria a importação. “Provamos que temos estoques de café conilon no Espírito Santo e uma safra crescente em Rondônia e, mesmo assim o ministro da Agricultura cedeu ao lobby da indústria e prosseguiu com o pedido de liberação da importação de café”, disse.


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