Na Câmara, políticos do PMDB brigam pela vaga na vice-presidência


No Senado, podem não cumprir acordo com PSDB

Lúcio Vieira Lima (BA) e José Priante (PA) estão entre os sete candidatos que participam de eleição interna

A menos de uma semana para as eleições das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, a disputa se acirra nas duas Casas. Entre os deputados, além da polêmica que envolve a possibilidade constitucional de reeleição do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a briga pela primeira vice-presidência tem causado constrangimentos dentro do PMDB, sigla que, por ser a maior bancada, tem o direito de escolher o posto. Deputados admitem, inclusive, lançarem candidaturas avulsas.

Ao menos sete peemedebistas almejam a posição, especialmente porque ela significa comandar a Casa em eventuais viagens do presidente da República, Michel Temer, já que o presidente eleito assumirá o Palácio do Planalto. Os nomes que saem na frente são Lúcio Vieira Lima (BA) e José Priante (PA). Além deles, correm por fora Sérgio Souza (PR), Carlos Marun (MS), Elcione Barbalho (PA), Osmar Serraglio (PR) e Fábio Ramalho (MG). Está marcada uma eleição interna para o próximo dia 31. Entretanto, apesar dos apelos do presidente Michel Temer para que a disputa seja resolvida internamente, parlamentares admitem a possibilidade de iniciativas individuais. Eleito uma vez em 2007, para a primeira-secretaria, em uma candidatura própria, o deputado Osmar Serraglio não descarta a opção. O parlamentar ainda não decidiu se participará das eleições internas. “Estou trabalhando, deixando as coisas se esclarecerem e, se eu perceber que existem forças influenciando, que sou o patinho feio, vou para o plenário por minha conta”, afirma Serraglio, lembrando que é um direito regimental. A opção é mal vista pelos adversários. Na opinião de Priante, não faz sentido ele lutar para ganhar uma disputa interna se “dois ou três” da legenda forem ao plenário. “Não acho justo. Se for para ser assim, eu também vou. Não tem essa de avulsa, tem que fechar questão no partido.” Vieira Lima garante que respeitará a decisão do grupo e acredita que, em toda a Casa, a força partidária tem mais peso. “O risco que corre o pau, corre o machado. A decisão do partido será mais importante”, comentou.

Senado Apesar de o jogo estar mais definido no Senado, existe a possibilidade de o PMDB não cumprir o acordo com o PSDB de entrega ao partido a primeira vice-presidência. Aos tucanos, sobraria a segunda vice. Como maior bancada, os peemedebistas teriam direito à escolha e, na opinião de caciques da legenda, não vale a pena correr o risco de enfrentar novamente a situação de instabilidade ocorrida no fim do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo, e o primeiro vice, Jorge Viana (PT-AC), assumiu a Casa. Com um presidente citado na Lava-Jato — Eunício Oliveira (PMDB-CE) — e diante das surpresas que podem vir com a homologação das delações da Odebrecht, a prioridade é garantir o cargo.

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EDIÇÃO DE HOJE Nº 118

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