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Juros e dólar precisam ser revistos para girar economia


Após participar em Washington do Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA, o ministro da Economia, Pulo Guedes, disse a frase que repercutiu

Solano Ferreira

COLUNA

Após participar em Washington do Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA, o ministro da Economia, Pulo Guedes, disse a frase que repercutiu imediatamente: “É bom se acostumar com juros mais baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo.” O mercado financeiro, de fato, precisa de uma ação imediata, mas é importante observar os impactos da reação.

Sobre as taxas de juros, sem dúvida, é precisa intervir logo. O brasileiro está pagando muito pelo endividamento e isso interfere no consumo interno e no crescimento econômico do país. Só quem ganha com os índices elevados de juros é uma minoria de banqueiros. É muito dinheiro jogado na mão de poucos. Fortuna que deveria estar circulando no comércio e na indústria.

Para se ter ideia, a taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 9,4 pontos percentuais em relação a setembro, chegando a 317,2% ao ano. Já a taxa de juros do cheque especial caiu 1,7 ponto percentual em outubro, comparada a agosto, e chegou a 305,9% ao ano. E a taxa de juros do crédito pessoal não consignado caiu para 99,1% ao ano em outubro, com recuo de 13,8 pontos percentuais em relação a setembro. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,5 ponto percentual, indo para 20,9% ao ano no mês passado.

Já a outra parte da fala do ministro pode ter evento reverso. Deixar o dólar livre, sem intervenção do Banco Central, elevará a moeda América. É claro que banqueiros e especuladores perdem com isso, mas o prejuízo maior fica para comércio de serviços, industria de manufaturados de trabalham com suas fontes de suprimentos adquiridos em cotação de dólar. Prejudicará também a balança comercial, afetando o superávit primário, porque o país importará mais e exportará menos. Medidas econômica precisam ser tomadas com cautelas para que possa beneficiar a maioria, e não uma minoria que sempre leva vantagem.


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