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PM supera aversão a academia, se dedica e vence campeonato


Atleta se destacou em todas modalidades que participou na competição, realizada em Camboriú (SC)

O policial militar de Mato Grosso Madson Siqueira Silva, de 37 anos, tornou-se campeão nacional fisiculturismo no “Sardinha Classic”, realizado em Balneário Camboriú (SC), neste mês.

O atleta é lotado na Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel) e ganhou o título em sua primeira competição fora do Estado, trazendo quatro troféus – dois de ouro, um prata e um bronze.

Em entrevista ao MidiaNews, Madson conta que treina desde 2012, no entanto resolveu entrar para o fisiculturismo somente em 2015.

“Nunca gostei de academia, gostava de basquete futebol, mas academia eu achava rotineiro e estressante. Mas aí em viagens com o pessoal da Rotam, alguns amigos ‘piolhos de academia’ acabaram me arrastando”, revela.

A primeira competição da qual participou ocorreu em Sinop, onde ficou em 2º lugar. Após o evento, disse que decidiu parar e retornou novamente para o esporte este ano.

O atleta cuiabano Madson Siqueira ganhou quatro troféus na competição em Santa Catarina

O pensamento de voltar aconteceu após ter participado de outro estadual, desta vez na Capital, no colégio Liceu Cuiabano.

“No ‘backstage’ um treinador falou que eu estava com corpo legal e sugeriu que eu entrasse no ‘Sardinha Classic’, porque haveria uma categoria só para policiais militares. E nunca houve isso no Brasil. E foi o Fernando Sardinha quem trouxe isso para cá. Pesquisei sobre o campeonato e vi que estava em cima da hora, mas resolvi tentar. Só que, como eu que ia comprar as passagens e ter outros gastos por conta própria, resolvi ao invés de ir só na categoria de militares, competir em todas que podia”, conta.

O evento, que leva o nome do maior representante do esporte de culturismo do Brasil, Fernando Sardinha, contou com a participação de 562 atletas.

O cuiabano ficou em primeiro lugar na categoria Novice Estreantes e também na categoria Men's Physique Open, onde só podem competir atletas acima de 1,85 metro. Já na Special Force, somente com atletas das Forças Armadas, ficou em segundo lugar. E ele ficou em terceiro na a categoria Master, acima de 35 anos.

“Foi melhor do que imaginava. Porque eu esperava ganhar em alguma, mas não em todas que competi. Foi bem bacana”, comemora.

Apesar de gostar do esporte, o atleta lamenta não ter mais apoio ou patrocínio.

“Gastei uns R$ 6 mil pra poder competir lá. Acho que algum tipo de ajuda deveria haver para o atleta, porque querendo ou não, eu levei a bandeira do Estado e representei meu Estado. Quando chega aqui não tem nenhum tipo de retorno, patrocínio ou ajuda. Isso é o que mais pesa para quem treina esse tipo de esporte”.

Trabalho e rotina

Madson, que é militar há 18 anos, afirma que conciliar a rotina na Polícia com os treinos é estressante.

“Você não pode ir às festas, você tem que abdicar do convívio social às vezes, porque não pode comer certas coisas, não pode tomar drinks...”, conta.

Madson Siqueira e a esposa

Segundo ele, esse foi um dos motivos para dar um tempo e ter se afastado em 2015 das competições.

Agora o militar consegue fazer uma dieta equilibrada e focar somente nos campeonatos.

“Não vou deixar o esporte atrapalhar meu serviço ou vida pessoal. Tenho que me adaptar, e eu gosto desse tipo de desafio”, diz.

Sobre a rotina: é árdua, mas o atleta diz que consegue lidar e conta com ajuda e apoio da esposa, que também entra na dieta para acompanhá-lo.

“Eu malho todos os dias, menos no domingo. A minha mulher é bem focada na dieta e me ajuda bastante. Acordo às 5 horas, tomo meu café e depois vou treinar. E só aí vou para o serviço. Quando eu chego em casa, às 19 horas, ainda faço uma hora de aeróbico e preparo meu jantar e marmita do dia seguinte”, explicou.

Agora Madson afirma que está se preparando para participar de outro campeonato nacional, que ocorre nos dias 13, 14 e 15 de dezembro em Curitiba (PR).

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