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Gestão de Glaucione não avança em dois anos


Glaucione foi eleita com 44,90% dos votos válidos em 2016. Aos 48 anos, foi à terceira vez que ela disputou a prefeitura de Cacoal

A prefeita de Cacoal (RO), Glaucione Rodrigues (MDB), não tem muito o que comemorar nesses dois anos de administração. Das promessas de campanha, poucas materializaram nesse período. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que entraria em operação em 15 dias, segundo discurso de campanha, caiu em descrédito. A obra, que custou quase R$ 2 milhões entregue em 2016 é o verdadeiro retrato do descaso. Tem aparelho de raio-X novo que não funciona, 15 macas que poderiam ser utilizadas, abandonas e equipamentos espalhados nos corredores.

Das promessas de campanha, poucas materializaram em dois anos. – Foto: Divulgação

“Passa prazo, vence prazo e o Executivo só vivendo de desculpas. A promessa era que em 15 dias resolveria o problema, já vamos pra três anos que ela está pronta: um na gestão passada de Franco Vialeto e dois na dela. A maior vergonha, é que temos técnicos em radiologia em outras funções não podendo trabalhar, em razão desse descaso. Uma unidade que não funciona isso é lamentável”, lamento Mario Moreira (Jabá), vereador.

Com a demora na inauguração os vândalos furtaram toda a fiação elétrica. O Executivo chegou a encaminhar a Câmara Municipal um projeto de aditivo para manutenção. Com demora na retomada dos trabalhos os vândalos agiram novamente, desta vez levando os tubos de oxigênio.

Foto: Divulgação

Situação semelhante ocorre na Casa da Gestante. A obra que custou R$ 229,4 mil deveria ser entregue em fevereiro de 2017 para dar e garantir suporte as gestantes, nada disso aconteceu, hoje está tomada por mato e abandonada, em pleno centro da cidade. “Além das obras não serem concluídas, eles tentam esconder as placas para não revelar a dimensão do descaso da administração. Os recursos aplicados são Federais deixados pelo ex-prefeito em relação a última enchente que alagou a Casa das Gestantes”, complementou.

Além das obras não serem concluídas, eles tentam esconder as placas para não revelar a dimensão do descaso da administração. Os recursos aplicados são Federais deixados pelo ex-prefeito em relação a última enchente que alagou a Casa das Gestantes.

Foto: Divulgação

A equipe de reportagem tentou ouvir a prefeita Glaucione Rodrigues ou Secretária de Saúde, ambas não estavam na cidade, segundo a Assessoria de Imprensa.

Em visita surpresa ao pátio das unidades, uma situação bem atípica. Uma Van adquirida em 2014 com capacidade para 20 lugares também abandonada e com peças trocadas. O veículo mil custou R$ 278 recursos do Calha Norte foi utilizada somente quatro mês devido a uma acidente. A manutenção custou R$ 50 mil, mais conseguiram fundir o motor.

Foto: Divulgação

Tem ainda mais um Etios da atenção básica em desuso e outro Etios do Procon na mesma situação, porém há sete meses parado. A coordenadora do Procon, Karuze Lessa Andrade apresentou outra versão. “O carro até o momento que eu peguei e assumi o Procon está usando. A gente estava geralmente fazendo nossas visitas e fiscalizações dentro da normalidade. Um funcionário público que não quis se identificar, temendo represália. Confirmou que o veículo de fato estava parado. “Basta conferir quilometragem, há não ser que eles tentem utilizar a noite para alterar o marcador”, denunciou.

Foto: Divulgação

Glaucione foi eleita com 44,90% dos votos válidos em 2016. Aos 48 anos, foi à terceira vez que ela disputou a prefeitura de Cacoal. Na diplomação prometeu rigor no combate a corrupção, mas as denuncias parecem manchar sua gestão. Os vereadores da cidade dizem que o nepotismo é algo vidente na gestão dela, denominada a Grande Família.

Em dois anos a prefeita mudou por seis vezes o secretário da Secretária Municipal de Trânsito (Semtran); Agricultura já é terceiro secretário; Obras está no quarto Secretário; Fazenda também já houve quatro mudanças; Planejamento duas mudanças e Saúde duas alterações e assim segue em outras secretárias.

A cidade de quase 100 mil habitantes conhecida como a Capital do Café, se transformou na cidade dos buracos. Mesmo com a promessa da usina entrar em operação, ruas e avenidas estão intrafegáveis devido à quantidade de buracos.

Por Redação

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