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Senador Acir propõe Área de Livre Comércio


Projeto de lei foi aprovado ontem na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo.

Os municípios de Pimenteiras do Oeste, Costa Marques e Cabixi poderão ser considerados áreas de livre comércio de importação e exportação. É o que estabelece projeto de lei aprovado ontem na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado. De autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o projeto cria para esses três municípios áreas de comércio sob regime fiscal especial. O objetivo é promover o desenvolvimento de suas regiões de influência e incrementar as relações comerciais com a Bolívia.

O texto fixa algumas regras para que as mercadorias estrangeiras que entrarem nessas áreas possam ficar livres do Imposto sobre Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Há também as exceções do benefício, como por exemplo, para armas, bebidas e fumo. Já os produtos produzidos pelas indústrias locais ficarão isentos do IPI, desde que em sua composição final haja predominância de matérias-primas de origem regional.

O relator da matéria na comissão, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), elogiou a iniciativa de Acir e apresentou voto favorável. Para Raupp, o regime aduaneiro diferenciado proposto para as áreas de livre comércio pode criar condições atraentes para novos investimentos comerciais e, assim, estimular as empresas a aproveitarem as matérias-primas locais para industrialização.

Além disso, o relator acrescentou que a medida poderá ajudar na administração das fronteiras nacionais, como forma de enfrentar os desafios da segurança e da integração com os países vizinhos. Raupp lembrou que há uma área de livre comércio em funcionamento em Guajará-Mirim, que ainda não se desenvolveu.

“É uma área que ainda vem capengando, lamentavelmente, não alcançou o objetivo esperado. Lá temos como cidade gêmea Guayaramerín (departamento de Beni), em que tudo é livre, e Guajará-Mirim tem sofrido com impacto dos turistas e da população ir comprar do outro lado por ser mais vantajoso.

A matéria agora segue para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde vai tramitar em decisão terminativa.

Por Assessoria


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