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Criação de peixe ameaçada por parasita


Piscicultores se frustram com alto custo e surgimento de verme nos peixes.

O estado de Rondônia é o principal produtor de peixe do País. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) estima que em 2017 a produção de peixe chegue a 100 mil toneladas no Estado. Mas o alto custo da produção e a chegada do parasita acantocéfalo tem assombrado os piscicultores, e estes problemas ainda não têm soluções ao alcance de todos aqueles que acreditaram nesse mercado. Conhecida como praga do verme do peixe, pode causar colapso da criação em Rondônia.

Nos últimos anos os rondonienses têm sido muito incentivados e motivados a fazerem investimentos no setor de pescados, isso elevou consideravelmente a produção e trouxe destaque ao Estado. Rondônia é referência quando se fala de criação de peixe em cativeiro, sendo o carro-chefe o tambaqui criado em água doce. E isso tem sido muito importante para a região, especialmente quando se trata do estímulo econômico. Mas nem tudo tem sido glamour quando se trata do assunto, produtores têm convivido com o alto risco que é produzir peixe na atualidade, levando em consideração o custo elevado dos investimentos e a existência de um parasita que pode prejudicar consideravelmente a produção, fator que tem dificultado o trabalho dos produtores.

Quando se fala do custo de produção do tambaqui, os produtores levam na ponta da caneta os investimentos, para que no final possa haver um lucro mais vantajoso e compensar todo esforço. Os custos da produção podem ultrapassar os 90% do produto final, fator que pode ser dificultado mais ainda, zerando os lucros ou dando prejuízo, caso haja um empecilho na engorda do peixe, como o verme ou parasita, denominado acantocéfalo, que tem dado muita dor de cabeça aos produtores em outros Estados e agora aqui em Rondônia.

Ainda no mês de março, em Ariquemes, foi realizado um seminário para falar da produção de peixe na região, e a pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ana Lúcia Gomes, falou sobre o acantocéfalo, detalhou seus estudos e os conhecimentos disponíveis sobre o parasita que já preocupa consideravelmente o setor produtivo. De forma esclarecedora, a pesquisadora explanou como o parasita se instala no peixe, como ele tem dado prejuízo e se proliferado de forma assustadora.

O acantocéfalo se instala em peixes redondos, como é o caso do tambaqui, ele possui espinhos na cabeça, que se fixam no intestino do peixe, prejudicando a engorda. Segundo a pesquisadora afirmou na palestra, ele não mata o peixe, não é prejudicial para o consumo humano, uma vez que só se instala no intestino, mas prejudica a engorda.

Hoje ainda não existe remédio para o tratamento dos peixes infectados com este verme, sendo que após a retirada do peixe o tanque permanece infectado, podendo ser levado pela corrente de água aos demais tanques e consequentemente a toda uma região.

Por Assessoria


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